Segunda-feira já caiu no mau gosto da maioria das pessoas. É como se fosse um dia de depressão. Como o término de um sonho bom, que nos traz o mau humor por não ter conseguido descobrir o que aconteceria no final.
Ultimamente não tenho diferenciado o gosto de cada dia da semana, já que tudo em minha vida tem sido um tanto quanto tacanho.
Tacanho o amor (que não acontece), tacanha a noite (que não durmo por inteira), tacanhas as pessoas... tacanha eu mesma.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
A casa é sua - Arnaldo Antunes
Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega logo?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega logo?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega logo?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega logo?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Meu coração (Arnaldo Antunes)

Meu coração, bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender
Meu coração, bate sem saber
Que meu peito é uma porta que ninguém vai atender
Quem sente agora está ausente
Quem chora agora esta por fora
Quem ama agora esta na cama doente
Só corre nunca chega na frente
Se chega é pra dizer vou me embora
Sorriso não me deixa contente
E todas as pessoas que falam pra me consolar
Parece um bocado de boca se abrindo e fechando
Sem ninguém pra dublar
Eu já disse adeus antes mesmo de alguém me chamar
Não sirvo pra quem da conselho
Quebrei o espelho, torci o joelho, não vou mais jogar
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Guardo em mim um amor bonito, mas não correspondido... É tão bonito vê-lo em sua total simplicidade, com uma samba-canção velha, barba mal Feita, me perguntando qual será a janta. E eu, no meu melhor pApel (vassalo) me reivento todos os dias, na tentativa de que ele me veja, somente me veja...
Pergunto do seu dia e o ouço contar até o que eu não gostaria de ouvir, mas de olhos tão atentos que o mundo morre naqueles instantes. Ele não me pergunta sempre do meu, mas quando pergunta, meu coração parece uma represa a transBordar!
Vou Insistindo em minha teimosia pacífica, nada é em vãO...
Pergunto do seu dia e o ouço contar até o que eu não gostaria de ouvir, mas de olhos tão atentos que o mundo morre naqueles instantes. Ele não me pergunta sempre do meu, mas quando pergunta, meu coração parece uma represa a transBordar!
Vou Insistindo em minha teimosia pacífica, nada é em vãO...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
J'attendais
Et j'ecoutais longtemps couler l'eau des fontaines
Et j'ecoutais le vent chanter infiniment
Vagues de quietude et de paix
D'aussi loin que je me souvienne
L'enfance est un immense ocean
Et je revais longues annees, longue indolence
Ou rien ne se passe mais ou rien ne s'oublie
J'allais sereine et sans connaitre
Le moindre feu d'une absence
Ce n'est qu'en te croisant
Que j'ai su, j'ai compris
J'attendais, j'attendaisJ
'attendais ton regard pour expliquer enfin
Le pourquoi de ces au revoir
A tout ce long chemin
J'attendais, j'attendais
Le pays de ton corps le toucher de tes mains
Ma douce boussole mon nord,
Le sens a mes demains
Et j'abordais les troubles rives adolescentes
Les doutes, les jeux, les mauvais courants
Je me souviens les coups de sang
Des musiques et des mots de France
Amants d'avant
Y'a bien des vies qu'on nourrit d'etude ou de science
Destins faits d'aventures, de records ou d'argent
Des vies d'ecriture et de voyage
Ou de reve de puissance
J'y pensais bien de temps en temps,
En ecoutant le vent
J'attendais, j'attendais
J'attendais ton regard pour expliquer enfin
Le pourquoi de ces au revoir
A tout ce long chemin
J'attendais, j'attendais, j'attendais ton amour
Ton beau ton bel amour
Je l'attendais pour enfin vivre
En donnant a mon tour
J'attendais
Et j'ecoutais le vent chanter infiniment
Vagues de quietude et de paix
D'aussi loin que je me souvienne
L'enfance est un immense ocean
Et je revais longues annees, longue indolence
Ou rien ne se passe mais ou rien ne s'oublie
J'allais sereine et sans connaitre
Le moindre feu d'une absence
Ce n'est qu'en te croisant
Que j'ai su, j'ai compris
J'attendais, j'attendaisJ
'attendais ton regard pour expliquer enfin
Le pourquoi de ces au revoir
A tout ce long chemin
J'attendais, j'attendais
Le pays de ton corps le toucher de tes mains
Ma douce boussole mon nord,
Le sens a mes demains
Et j'abordais les troubles rives adolescentes
Les doutes, les jeux, les mauvais courants
Je me souviens les coups de sang
Des musiques et des mots de France
Amants d'avant
Y'a bien des vies qu'on nourrit d'etude ou de science
Destins faits d'aventures, de records ou d'argent
Des vies d'ecriture et de voyage
Ou de reve de puissance
J'y pensais bien de temps en temps,
En ecoutant le vent
J'attendais, j'attendais
J'attendais ton regard pour expliquer enfin
Le pourquoi de ces au revoir
A tout ce long chemin
J'attendais, j'attendais, j'attendais ton amour
Ton beau ton bel amour
Je l'attendais pour enfin vivre
En donnant a mon tour
J'attendais
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Rir até as orelhas
Enquanto acesa estiver a luz de tua casa
Uma fagulha estourará em minha alma
E haverá o bater de uma asa
Dentro desse velho coração sem calma
Não me deixas dormir
Porque teus sonhos são menores que os meus
E não te deixo fugir
Porque meus abraços maiores que os teus
Mas durma o teu sonho juvenil
Porque logo nascerá o sol
E eu estarei na janela pra te ver passar sutil
E te ouvir falar teu tosco espanhol
Que me faz rir até as orelhas
É assim que és belo
Me alegrando como vento nas telhas
E me deixando acordada para não romper o elo
Entre a tua luz acesa
E minha alma que
A ti, num vago momento, ficou presa.
Uma fagulha estourará em minha alma
E haverá o bater de uma asa
Dentro desse velho coração sem calma
Não me deixas dormir
Porque teus sonhos são menores que os meus
E não te deixo fugir
Porque meus abraços maiores que os teus
Mas durma o teu sonho juvenil
Porque logo nascerá o sol
E eu estarei na janela pra te ver passar sutil
E te ouvir falar teu tosco espanhol
Que me faz rir até as orelhas
É assim que és belo
Me alegrando como vento nas telhas
E me deixando acordada para não romper o elo
Entre a tua luz acesa
E minha alma que
A ti, num vago momento, ficou presa.
A beleza está nos olhos de quem vê...

Olha bem, meu amor
Esses olhos que vêem flores em você
Que cansados de te ver feliz
Me obriga a ser feliz também
Esses olhos que procuram tua luz
Para iluminar o fosso da alma
Olha bem, meu amor
Esses olhos embriagados
Que de tanto, piegas estão
Esses olhos pobres de cor
Porque ontem não te viram
Olha bem, meu amor
Esses olhos que amam te ver
Olha bem, meu amor
Antes de virares as costas
Veja teu espelho, meu Nasciso
Afinal, antes de lançar-te
Em qualquer de tuas aventuras
Sei que gostas de ver-te belo!!
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